Dezessete cidades da região, entre elas Campinas, entraram em estado de alerta por causa da vazão do Rio Atibaia, que registrou nesta quinta-feira um índice médio de 3,83 m3/s. Os dados foram divulgados pela sala de situação dos Comitês das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Apesar do alerta, ainda não há risco de restrição, que só acontecerá se a vazão for inferior a 3,5 m3/s. No total são 47 municípios que dependem do Sistema Cantareira que correm risco de desabastecimento por causa da crise hídrica. Além das 17 cidades do baixo e do alto Atibaia, o estado de alerta foi mantido para 20 municípios da região do Rio Jaguari e o estado de restrição permanece para as 10 cidades da sub-bacia do Rio Camanducaia.
Apesar da gravidade do quadro, a Sanasa informou que a situação de Campinas é mais tranquila em relação à região, já que no ponto de captação da empresa, a vazão do Rio Atibaia era de 5,58 m3/s. Mesmo assim, a população está preocupada com o risco de desabastecimento. No distrito de Sousas, por onde passa o rio, os moradores estão apreensivos acompanhando diariamente a queda do volume de água no trecho. O veterinário Luciano da Silva disse que é a população ainda não se conscientizou sobre a importância de economizar água e também de manter o rio limpo. O professor Francisco Vexler, afirma que enquanto a chuva não cair com regularidade, é preciso aumentar a fiscalização nos rios para garantir que a água que resta vá de fato para a população. O estado de alerta é emitido quando a vazão de um rio fica abaixo dos 5 m3/s e acima de 3,5 m3/s. Abaixo de 3,5 m3/s é decretado estado de restrição, com redução de até 30% na captação.