Saímos às ruas com pauta violência – e perguntamos: Você se sente mais seguro hoje, ou se sentia mais há dez anos? A reposta foi unânime: Antigamente era mais seguro. Essa é sensação das pessoas que andam pela região de Campinas. Mas será que está mesmo mais perigoso?
Se a gente olhar os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, a resposta é não, no que se refere, por exemplo, aos homicídios. Em 2001, Campinas teve 542 assassinatos. No ano passado, foram 145. Uma queda de quase 75%. Em Jaguariúna e Indaiatuba chegou a quase 80%. Em Hortolândia, Limeira, Monte Mor e Sumaré os assassinatos caíram entre 53 e 63%.
E então fica pergunta, se os números caem, porque a gente ainda se sente tão inseguro? O chefe da Psiquiatria da Puc-Campinas, Eduardo Teixeira, diz que nós temos medos e somos pessimistas.
O especialista em segurança, Ruyrillo Magalhães, tem a mesma sensação de quem está ruas de que hoje não é mais seguro, não. Ele considera os dados de homicídios da SSP, mas lembra dos furtos e roubos. Sobre assassinatos, cita o Estatuto do Desarmamento, investimentos e o fato de nos últimos anos ter ocorrido uma melhora nas questões sociais.
Por nota, a Polícia Militar na região de Campinas reforçou que utiliza dados semanais sobre violência, intensificando o policiamento nas áreas mais vulneráveis. A PM destaca as operações realizadas, com foco em locais com grande fluxo de pessoas e veículos, no trânsito, no período noturno, além de ações de prevenção e repressão aos crimes.
A Polícia Civil destacou a evolução social, econômica e cultural, ações do governo que foram colocadas em prática, além de concursos públicos, contratação e investimento na qualificação desta Polícia. Sobre a sensação de insegurança diz houve um aumento no nível de exigência das ações públicas.