A defesa de um dos condenados no processo que envolve o ex prefeito de Vinhedo afirma que não houve prática criminosa na gestão Milton Serafim. O ex-chefe do executivo foi condenado a 32 anos de prisão por cobrança de propina para liberação de empreendimentos na cidade.
Além de Serafim, dois secretários e uma advogada tiveram a condenação pelo crime de concussão que é a prática de extorsão por agentes públicos.
Os envolvidos teriam recebidos lotes em condomínios fechados. O MP comprovou 120 espaços que teria sido dados a eles como propina, movimentando cerca de R$ 60 milhões.
O advogado Daniel Bialski representa o ex secretário de Obras, Marcos Ferreira Leite, que teve uma pena de 37 anos e 8 meses de prisão. Ele nega o esquema e se diz inconformado com a decisão da Justiça. Segundo o advogado, a denúncia é leviana e partiu de um empresário que tinha desavenças com o poder público.
O promotor do caso, Rogério Sanches, chegou a dizer que foi ameaçado pelo ex secretário, Marcos Ferreira Leite. O advogado de defesa, Daniel Bialski fala que desconhece tal situação, destacando o caráter pessoal e profissional.
Os outros condenados são o ex secretário de Administração Alexandre Ricardo Tasca, e advogada Nair de Sousa Melo. Nós não conseguimos contato com eles. No processo que é de 2005 consta mais dois advogados. Um deles morreu e outro não está mais com o caso.
O ex prefeito Milton Serafim preferiu não se pronunciar neste momento. A condenação criminal é em primeira instância. Todos têm habeas corpus e por isso podem recorrer em liberdade.
No processo de improbidade administrativa, a condenação foi feita em última instância, suspendendo do ex-prefeito Milton Serafim, os direitos políticos.