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Projeto do VR na Câmara colocou vereadores aliados em lados opostos

O projeto de lei que estendeu o vale-refeição para os servidores comissionados na Câmara colocou em lados opostos vereadores que tradicionalmente são aliados políticos. Na atual legislatura três grupos de

Projeto do VR na Câmara colocou vereadores aliados em lados opostos
Foto: Divulgação/CMC

O projeto de lei que estendeu o vale-refeição para os servidores comissionados na Câmara colocou em lados opostos vereadores que tradicionalmente são aliados políticos. Na atual legislatura três grupos de parlamentares estão bem definidos, mantendo uma unidade na hora de votação. A chamada base governista, aliada ao prefeito Jonas Donizette, é formada pela ampla maioria da Casa, geralmente defendendo os interesses do executivo. Existe ainda a bancada de oposição, formada pelos membros do PT, PC do B e Psol e os chamados independentes, constituídos pelos vereadores do PSD e do Podemos.

Em nenhum dos três grupos houve consenso na hora da votação. Na oposição, por exemplo, a vereadora Mariana Conti, do Psol, votou contrário ao projeto, enquanto os demais, Pedro Tourinho e Carlão, ambos do PT e Gustavo Petta, do PC do B, foram favoráveis à proposta.

Entre os independentes a situação ficou mais equilibrada: Marcelo Silva, do PSD e Nelson Hossri, do Podemos foram contrários ao projeto. Quem destoou do grupo foi o vereador Tenente Santini, do PSD, que se absteve do voto, uma vez que sua mulher é concursada na Câmara Municipal.

A maior cisão nesta votação aconteceu entre os vereadores da base, já que 15 deles foram favoráveis e oito contrários. O presidente da Câmara, Marcos Bernardelli, do PSDB, aliado de Jonas, deixou a mesa diretora para votar, deixando a sessão ser presidida pelo seu vice, Vinícius Gratti, do PSB. Ele defendeu o voto favorável ao projeto, uma vez que com o vale-refeição, não haverá reajuste de salários dos servidores, o que, em tese, renderá em economia na contabilidade da Casa.

Outro aliado do prefeito, Vereador Zé Carlos, do PSB, votou contrário ao projeto do vale-refeição. Ele afirma que entende que a proposta é legal, mas seria imoral diante da crise econômica que afeta os trabalhadores brasileiros neste momento.

O vereador Vinícius Gratti não votou, já que presidiu a sessão. Jorge Schneider, do PTB e Pastor Elias Azevedo, do PSB, não compareceram à sessão desta segunda-feira.

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