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Pacientes relatam demora e falta de médicos na UPA Carlos Lourenço

A demora no atendimento na UPA Carlos Lourenço revoltou os usuários que procuraram atendimento no local nesta segunda-feira (18). Alguns pacientes relataram e esperar por mais de 7h. Rosângela Aparecida

Pacientes relatam demora e falta de médicos na UPA Carlos Lourenço
Guilherme Leal/CBN Campinas

A demora no atendimento na UPA Carlos Lourenço revoltou os usuários que procuraram atendimento no local nesta segunda-feira (18). Alguns pacientes relataram e esperar por mais de 7h.

Rosângela Aparecida Justino disse que chegou na UPA por volta de 6h30 da manhã. Ao conversar com a reportagem por volta das 14h, já tinham passado mais de 7h sem ser atendida.

A cuidadora de idosos Loide Mara Magalhães apresentava sintomas de dengue como de febre alta, cansaço e manchas vermelhas na pele. Após passar mais de 5h aguardando,  a mulher ainda não tinha sido sequer medicada.

Em janeiro deste ano a UPA Carlos Lourenço passou a oferecer atendimento pediátrico. Seriam três pediatras no período diurno, entretanto, o atendimento das crianças também estava demorando, de acordo com os pacientes. A tatuadora Michele Lucena desistiu de levar o filho para buscar atendimento.

No começo de março a reportagem da CBN Campinas já tinha ido até a UPA Carlos Lourenço para mostrar a mesma realidade. Falta de médicos e espera de mais de cinco horas por atendimento.

Em nota a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar, responsável pela gestão da UPA Carlos Lourenço, disse que a unidade está trabalhando com três clínicos. Outros três estão em férias e licença para tratamento médico.

Afirmou ainda que por causa dos casos de dengue e de covid, há um aumento de pacientes que procuram a unidade. Por exemplo, no domingo, dia 17 de março, 275 pacientes foram atendidos na unidade.

A nota explica que todos passam por classificação de risco, onde é definida a prioridade no atendimento. A prioridade é para os casos graves, classificados em vermelho ou laranja, que são atendidos imediatamente. Por isso, os casos de menor risco, classificados em azul ou verde, precisem aguardar mais tempo.

A Rede orienta pacientes com sintomas leves a procurarem inicialmente as unidades de saúde de seu bairro.

Com relação aos pediatras o órgão afirmou que dois profissionais estavam atendendo na tarde desta segunda.

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