CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mães denunciam supostas agressões de professora e auxiliar contra crianças em Socorro

A Prefeitura de Socorro prorrogou por mais 60 dias o processo administrativo disciplinar que apura supostas agressões de uma professora e uma auxiliar contra crianças em uma creche municipal da

Mães denunciam supostas agressões de professora e auxiliar contra crianças em Socorro
Foto: Reprodução/Google Street View

A Prefeitura de Socorro prorrogou por mais 60 dias o processo administrativo disciplinar que apura supostas agressões de uma professora e uma auxiliar contra crianças em uma creche municipal da cidade.

O caso teve início em novembro do ano passado e as denúncias envolvem alunos entre dois e três anos de idade. O Grupo EP teve acesso a áudios que revelam como era o tratamento dado pelas profissionais às crianças.

Na época, a Prefeitura informou que tomou ciência das denúncias e instaurou um processo administrativo para apuração dos fatos. Desde então, a professora e a auxiliar estão afastadas das funções.

Depois de dois meses, o processo ainda não foi concluído. Por isso, o prazo foi prorrogado por mais 60 dias. O afastamento das servidoras também foi estendido pelo mesmo período.

Pelo menos dez mães afirmam que os filhos e filhas sofreram agressões das profissionais. Uma das mães conseguiu registrar gravações com falas das funcionárias direcionadas ao filho e a outras crianças.

Segundo ela, a decisão de gravar foi tomada após perceber mudanças no comportamento da criança e desconfiar de agressões dentro da sala.

As mães relatam um padrão parecido. A principal queixa é a mudança de comportamento dos filhos, principalmente quando chegava o momento de ir para a creche.

Algumas disseram que procuraram a escola ao notar hematomas no corpo das crianças.
A resposta, segundo elas, era que os machucados teriam sido causados por quedas em brinquedos.

Três mães, que pediram para não serem identificadas, relataram como descobriram o caso e o que esperam a partir de agora.

Em nota, a Prefeitura de Socorro informou que o processo administrativo foi prorrogado por mais 60 dias e que, até a conclusão, as profissionais seguem afastadas.

O Ministério Público informou que o procedimento está em andamento, na fase de diligências, e que não foi arquivado.

Já a Secretaria de Segurança Pública do Estado afirmou que o caso é investigado. Até agora, 11 mães foram ouvidas e todas relataram suposta prática de maus-tratos. Segundo a pasta, as mães apresentaram fotos das agressões sofridas pelas crianças. As pessoas investigadas ainda serão ouvidas para apresentar a versão dos fatos.

Conteúdos