A Polícia Civil mapeou o padrão dos roubos de carga nas regiões do DEINTER – Departamento de Polícia Judiciária de Campinas e Piracicaba. Os dados também apontam quais são os valores mais visados, os horários com maior número de ocorrências e como os criminosos abordam os motoristas.
Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que, entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 234 roubos de carga nas 92 cidades do departamento.
O levantamento mostra a preferência dos criminosos por mercadorias avaliadas entre R$ 200 e R$400 mil. Foram 42 ocorrências no ano. Outros 17 casos envolviam cargas entre R$100 e R$150 mil.
Em quase 100 registros, os criminosos interceptaram o caminhão ainda em movimento. Outros 62 ataques aconteceram durante paradas para descanso ou refeição. A maioria dos crimes foi registrada na madrugada e no período da manhã. E em mais de 95% dos casos, os motoristas foram feitos reféns.
Segundo a polícia, as rotas que passam pela região de Campinas acabam sendo mais visadas pelas quadrilhas por causa da localização estratégica. O trecho concentra importantes polos industriais e centros de distribuição, além da ligação direta com o Aeroporto Internacional de Viracopos, o que aumenta a circulação de cargas de alto valor e atrai a atenção dos criminosos.
Entre os produtos mais visados, alimentos concentraram 52 ocorrências. Depois, cargas variadas, combustíveis, materiais metalúrgicos e eletroeletrônicos.
O risco também aumenta quando o motorista precisa parar para dormir. Em razão disso, a polícia orienta atenção redobrada e planejamento das rotas.
A corporação também afirmou que toda semana quadrilhas são presas e identificadas. Ressaltou que o estado teve uma redução no roubo de carga no último ano. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as iniciativas de combate a esse crime envolvem o reforço do policiamento, abordagens em pontos estratégicos com uso ampliado de inteligência, tecnologia e operações conjuntas da Polícia Militar Rodoviária e dos batalhões de área.
- com informações EPTV/Campinas