A companhia aérea Azul anunciou, nesta sexta-feira (21), a saída do processo de Recuperação Judicial nos Estados Unidos, iniciado há cerca de nove meses.
O chamado “Chapter 11”, o “Capítulo 11” da Lei de Falências no país norteamericano, é o instrumento usado para que as empresas possam se reestruturar e reduzir as dívidas.
De acordo com a Azul, a empresa conseguiu mobilizar mais US$ 850 milhões em novos investimentos e ações, além de recalcular as obrigações de arrendamento de aeronaves para cerca de US$ 2,5 bilhões.
Aportes estrangeiros
Na quinta-feira (19), a Azul anunciou ter fechado três acordos com companhias aéreas dos Estados Unidos, para receber investimentos da ordem de US$ 300 milhões.
A American Airlines e a United Airlines, duas gigantes do mercado de aviação norte-americano, vão injetar US$ 100 milhões cada uma, em troca de uma participação acionária na Azul Linhas Aéreas.
A terceira fatia dos 300 milhões é fruto de um acordo com outros credores também participantes do processo de Recuperação Judicial.
Em janeiro, quando a Azul anunciou a intenção de converter parte das dívidas em ações provocou uma queda de 70% no valor das ações da companhia aérea na Bolsa de Valores.
Tamanho da companhia
Fundada em 2008, a Azul figura entre as três maiores companhias aéreas do país. Segundo a companhia, são cerca de 800 voos operados diariamente para 130 destinos no Brasil e no exterior.
As operações são feitas por 175 aeronaves, a maioria delas fabricada pela Embraer. Seu hub operacional é o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, onde também está localizado o seu Centro de Manutenção, considerado de referência e certificado internacionalmente.