É nesta quinta-feira, 28 de fevereiro, que acontece a terceira audiência do caso da morte do lutador de jiu jitsu, Kaio Ribeiro, que tinha 23 anos. Atropelado na calçada por um Audi na Avenida Júlio Prestes, no Taquaral, em Campinas. Para Polícia Civil e Promotoria do Júri o veículo dirigido por Adriane Pereira disputava um racha com um modelo Camaro conduzido pelo empresário Fabrício Rodrigues da Silva. A morte foi há um ano e três meses. Para amigos e família as ida e vindas ao Fórum já se tornaram uma rotina. Como conta o pai de Kaio, Gilberto Ribeiro.
Adriane não compareceu a nenhuma audiência até agora. No teste do bafômetro feito por ela na ocasião do atropelamento foi constatado teor alcoólico acima do permitido em lei. Para o promotor da segunda vara do júri de Campinas, Fernando Vianna, fator que agrava a acusação contra ela.
A nova resolução da Lei Seca ampliou as formas de provas para detectar o consumo de álcool ao volante. Se for pego o motorista perde a por um ano e paga multa de R$ 1915,40. Uma mudança sem impacto para o pai do lutador se não houver fiscalização.
A Secretaria de Segurança Pública informou que somente em Campinas já morreram este ano 19 pessoas no trânsito da cidade. No Brasil o quinto país em mortes no trânsito foram 16 mil, 460 jovens de 20 a 39 anos somente em 2011. A maioria das vítimas é o próprio condutor em 22% dos casos e depois os pedestres em quase 18% das ocorrências.
O Levantamento do Ministério da Saúde em 71 hospitais brasileiros também comprovou que uma em cada cinco vítimas de trânsito ingeriram bebida alcoólica. O impacto então é também nos atendimentos de urgência e emergência do SUS. Em 2011 foram gastos mais de 200 milhões de reais para a primeira internação das vítimas. Sendo que muitas precisam retornar para uma ou duas cirurgias provocadas pelos traumas ou precisam de reabilitações que podem durar até um ano. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defende a presença dos policiais e agentes de trânsito nas ruas.
Acidentes de carros geram prejuízos de 2 a 3% no PIB brasileiro entre atendimentos médicos, prejuízos financeiros aos envolvidos e atrasos provocados pelos congestionamentos. O Ministério da Saúde enviou para Campinas, Guarulhos, capitais, distrito federal e 26 estados, 12,8 milhões, para melhorar os sistemas de informação sobre acidentes, feridos e vitimas fatais. O objetivo é qualificar as informações para determinar as fiscalizações.