Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, as mulheres representam hoje 41,9% dos trabalhadores formais em todo o país. Porém, o índice de trabalhadoras é muito maior e foge totalmente das estatísticas oficiais. A cozinheira Joana Francisca da Silva , de 56 , mora em Paulínia e trabalhou por anos sem registro em carteira. Atualmente, enfrentando problemas de saúde provocados pelo trabalho que exercia, luta para conquistar seus direitos na justiça. A panfletista Patrícia Stefaninni, mãe de cinco crianças, também trabalha sem registro em carteira. O chamado ‘bico’, segundo ela, é para reforçar o orçamento de casa que tem como principal fonte o avô das crianças.
Segundo a advogada trabalhista , Francine Rodrigues, as contratações sem registro em carteira diminuíram ao longo dos anos, porém é mais comum do que se imagina, principalmente nas pequenas empresas. Nas de maior porte, em muitos casos, a contratação é maquiada.
Apesar do trabalho informal ser uma realidade, os dados oficiais do governo medidos pela Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio) mostram que a mulher tem ganho cada vez mais espaço no mercado.