Apesar da chuva que atingiu Campinas na noite desta terça-feira, o barranco formado pelo deslizamento que destruiu parte da rua Gustavo Ambrust no Cambuí não sofreu alterações. A preocupação das autoridades era de que a água causasse novas movimentações de terra, o que poderia comprometer a estabilidade do solo acima da cratera.
Nesta quarta-feira, sexto dia após o acidente, lonas estavam posicionadas próximas às rachaduras tanto no asfalto restante, quanto no terreno da praça atingida. A medida, segundo um dos proprietários da construtora GNO, Rogério Nassralla, foi adotada antes de a chuva cair na cidade. De acordo com ele, mesmo com a possibilidade de instabilidade no local, não houve registros de novos deslizamentos.
Enquanto a área atingida continua isolada, a construtora responsável pela obra onde ocorreu o desabamento segue executando o monitoramento topográfico para que novas falhas no terreno sejam detectadas. Além disso, de acordo com Nasrralla, a empresa aguarda a liberação da Prefeitura para que intervenções sejam feitas no reforço do barranco formado após o desabamento. A intenção é tornar menos íngreme o talude existente.
A GNO também iniciou conversas com os estabelecimentos próximos que foram interditados após apresentarem danos na estrutura. Ao todo, três imóveis foram isolados. A Prefeitura de Campinas também estuda a contratação emergencial de uma consultoria técnica para as análises do solo, dos materiais e também do projeto inicial do prédio comercial que estava em construção.
O acidente aconteceu no último dia 6, quando o muro de arrimo da obra desmoronou e provocou também a queda de parte da rua Gustavo Ambrust. Apesar da cratera de 9 metros de profundidade, ninguém ficou ferido no desabamento, já que a área foi evacuada momentos antes.