Os estudantes que invadiram a reitoria da Unicamp afirmaram que vão permanecer no prédio pelo menos até nesta segunda-feira, quando uma assembleia decidirá se o grupo vai aceitar as propostas apresentadas pela universidade sobre as reivindicações dos manifestantes. Uma comissão formada pelos alunos foi recebida pelo vice-reitor da universidade, Álvaro Crosta, em uma reunião que durou pouco mais de quatro horas. Segundo os estudantes, a Unicamp propôs a criação de uma comissão para discutir a presença da Polícia Militar nos campi da universidade. A entrada da PM foi aceita pelo reitor na última semana após a morte do estudante Denis Casagrande no último dia 21 de setembro. Ele foi morto com uma facada após uma briga que aconteceu em uma festa dentro do campus da universidade. Segundo a representante dos estudantes, Lígia Carrasco, a proposta prevê a criação de um ciclo de debates, que aconteceria antes da votação do Conselho Universitário. Ela afirma que até lá, a Polícia Militar não vai entrar na universidade.
Sobre o pedido pelo fim da sindicância que investiga a organização da festa onde o estudante Denis Casagrande foi morto, Lígia Carrasco afirma que a Unicamp vai continuar com a apuração, mas garantiu que não terá caráter punitivo. A representante dos manifestantes informou que a universidade também se comprometeu a não punir os alunos pela invasão da reitoria, desde que o Diretório Central dos Estudantes pague todos os prejuízos causados pela ocupação. Nesta sexta-feira, o juiz da 2ª vara da fazenda pública, Wagner Roby Gídaro, concedeu a reintegração de posse do prédio da reitoria da Unicamp.