Motivo principal da ocupação da reitoria da Universidade Estadual de Campinas por estudantes, a medida estudada pela instituição junto ao Governo do Estado de liberar a entrada da Polícia Militar nos campi ainda não chegou ao Comando de Policiamento do Interior 2. A sugestão foi feita pelo governador Geraldo Alckmin em setembro após a morte a facadas do aluno Denis Casagrande durante uma festa não-oficial dentro da universidade.
Segundo o comandante do CPI-2, Coronel Carlos Carvalho, ainda não houve contato da Unicamp com a Polícia Militar sobre a possibilidade de um convênio. Porém, caso isso seja feito, seria nos moldes do que já acontece na Universidade de São Paulo. O coronel nega que haveria repressão nas abordagens policiais, uma das principais alegações dos estudantes contra a entrada da PM.
Ainda de acordo com o coronel, após a ocupação da reitoria da Unicamp, a Polícia Militar está de prontidão caso seja acionada para o cumprimento da reintegração de posse determinada pela Justiça. Segundo Carvalho, se a PM for chamada, a força seria utilizada apenas como último recurso.
Em assembleia realizada na última segunda-feira, os estudantes definiram não só a permanência no prédio da reitoria por tempo indeterminado, como também reforçaram a posição contrária à possibilidade da entrada da Polícia no campus. Eles reivindicam outras medidas de segurança para o local, como a contratação e o treinamento de uma guarda especializada.