Em nome do que seria uma oposição ao executivo na Câmara de vereadores de Campinas, Paulo Bufalo do PSOL, acredita que está faltando independência dos colegas. O mau estar começou com vetos vindos do executivo para projetos de lei dos próprios vereadores da base governista. Até então, estes poderiam fazer prevalecer a decisão e derrubar os vetos vindos do Paço Municipal, mas não aconteceu.
Os dois vetos totais aconteceram em projetos dos vereadores Luiz Lauro Filho (PSB) que inclusive é sobrinho do prefeito Jonas Donizetti e Luiz Henrique Cirilo (PSDB). Uma proposta pretendia obrigar os estabelecimentos comerciais a colocarem urnas para a doação da Nota Fiscal Paulista a instituições conveniadas. E a outra a criação do Dia Municipal da Vacina Antirrábica. O governo alegou nos dois casos vício de iniciativa, ou seja, a prefeitura deveria ter elaborado o projeto.
O vereador Cirilo é presidente da Comissão de Constituição e Legalidade. Procurado pela produção da Rádio CBN não foi encontrado. Para Paulo Bufalo não falta conhecimento aos colegas.
Outros projetos também tiveram vetos parciais. O do Dia Municipal da Economia Solidária o que poderia gerar despesas e o que pretendia obrigar o Executivo a divulgar a lista de pacientes que aguardam consultas médicas com especialistas, exames e cirurgias da rede pública. O vereador do PSOL garante que falta até espaço para o debate.
O Líder do governo na Câmara, o vereador Rafael Zimbaldi, foi procurado pela reportagem CBN mas não estava na cidade para comentar os depoimentos.
Em resposta a imprensa, o secretário de Relações Institucionais do governo Jonas, Wanderley Almeida, classificou de forma diferente a questão. Diz se tratar de ter maior rigor para garantir praticidade aos projetos.