Trabalhadores da Refinaria de Paulínia cruzaram os braços nesta quinta-feira (17/10) contra o leilão da área de Libra no pré-sal e por melhores condições salariais e de trabalho. A paralisação integra o movimento deflagrado pelos petroleiros em todo o Brasil.
Na Replan, a greve por tempo indeterminado envolveu dois turnos, fazendo com que os ônibus que transportam os funcionários chegassem quase vazios ao local. Durante a manhã, cerca de 50 pessoas estiveram em uma das portarias da refinaria e faixas foram posicionadas ao longo da entrada. De acordo com o coordenador geral do Sindipetro São Paulo, Itamar Sanches, cerca de 200 funcionários, principalmente do setor de operações, paralisaram as atividades.
Além de serem contra o leilão de Libra, o primeiro do pré-sal sob o regime de partilha que acontece no próximo dia 21, os trabalhadores pedem ainda 5% de ganho real e uma série de melhorias nas condições de trabalho. Entre elas, um fundo garantidor para os funcionários terceirizados. Procurada, a Petrobrás não informou se a produção na Replan foi afetada e até o fechamento desta reportagem não se posicionou sobre o assunto.