Retratados de forma engraçada, os dilemas da maternidade compõem o enredo do espetáculo “Mães Iradas”, próxima atração do Teatro Brasil Kirin, no Iguatemi Campinas. Dirigido por Alexandre Reinecke, que iniciou a carreira em Campinas e se tornou um dos mais ativos e talentosos diretores de sua geração, o elenco composto por Cynthia Falabella, Ester Laccava, Iara Jamra e Luciana Carnieli, leva para o palco diversas questões sobre a maternidade, nos dias 25 e 26 de outubro, às 21h e no dia 27, às 19h.
Divertidas, alegres, bravas, controladoras, superprotetoras, permissivas, desligadas, antenadas. Mãe é mesmo tudo igual? E como ser mãe nos dias de hoje? Como lidar com as escolhas da vida e ao mesmo tempo educar os filhos?
A experiência de ser mãe é mostrada através de narrativas que vão desde a dificuldade de ter o primeiro filho, de engravidar, a hora do parto, de amamentar, a educação e até finalmente a idade de ir para a escola. Da alimentação dos bebês à decisão pela melhor escola, educar os filhos é uma prática diária de enfrentar dificuldades e fazer escolhas. Influenciadas pelas lutas feministas do século passado – que colocaram as mulheres no centro de questões políticas e socioculturais e deram espaço para grandes conquistas –, as mães modernas correm contra o tempo para assumir múltiplas atividades. E são, muitas vezes, as principais provedoras do lar. Em dez anos, o número de mulheres na condição de chefe de família subiu de 25,9% para 34,9%, segundo o IBGE.
Escrito pelas atrizes americanas Lisa Rafferty, Stefanie Cloutier e Sheila Eppolito e traduzido, no Brasil, pela atriz e produtora Rachel Ripani, o espetáculo expõe, a partir de relatos, as amarguras, emoções e deslumbres pelos quais passaram desde o nascimento até a adolescência de seus filhos. O espetáculo foi sucesso em Boston e a história já foi remontada em diversos países.
Foi o diretor Alexandre Reinecke quem descobriu o texto e decidiu montá-lo no Brasil. “É uma temática universal. Pai, mãe e filho, todo mundo é de alguma maneira. A peça trata da nossa primeira existência e mostra o que é ser mãe hoje em dia. Logo, também trata sobre o que é ser pai. A identificação com o público é certa. E é sempre interessante falar das agruras, felicidades e percalços da vida com humor”, explica.
A peça trata com humor questões, às vezes, delicadas da maternidade, como a perda da autoestima, a falta de tempo e os conflitos profissionais. Para Luciana Carnieli – que interpreta uma mulher que lutou bastante para engravidar pela primeira vez – “os filhos tomam todo o tempo, e os conflitos que as mulheres vivem para serem mães incríveis, profissionais maravilhosas e esposas fogosas é muito grande. O espetáculo é divertido, delicado, feminino e toca não só as mulheres, mas os homens também.” Luciana, que não tem filhos, se inspirou na própria mãe para compor sua personagem. (Fonte Macchina da Comunicação/Iguatemi Campinas)