Eles são na teoria mais experientes, tem mais conhecimento, porém, também tem como imposição o limite da idade para o que já foi o maior sonho de um trabalhador, a aposentadoria. Mas, não é disso que muitos profissionais e principalmente executivos tem como ideal. A nova configuração do mercado de trabalho tem servido a cargos de gerência ou para projetos específicos com tempo determinado. Existem casos em que a contratação é para resolver problemas dentro das empresas que funcionários menos experientes não conseguem. Há 35 anos Adilson Mirante já trabalha com recolocação profissional através da agência dele. É o próprio exemplo dos cinquentões, sessentões que retomaram a carreira.
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas com 108 empresas de várias localidades e diferentes setores da economia constatou que as organizações admitem que o profissional mais velho tem mais experiência, são mais comprometidos, tem mais conhecimento da companhia, visão sistêmica e equilíbrio emocional. Entre os itens negativos estão menos inseridos nas novas tecnologias, podem custar mais caro e estão mais acomodados.
Os dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a população com mais de 50 anos já representa quase 22% dos trabalhadores no País.