O consórcio PCJ apoia a recomendação do Ministério Público à Agência Nacional das Águas para que o banco que é reservado para a Grande São Paulo, seja usado no abastecimento das cidades que utilizam as bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A vazão para a grande São Paulo é de aproximadamente 24 m³/s, mas como há um banco de reserva, ela está sendo maior e pode portanto, ajudar amenizar a crise hídrica na região de Campinas.
A vazão mínima para garantir o abastecimento do PCJ é de 3 m³/s. O Gerente Técnico do PCJ, Alexandre Vilela, afirma que a recomendação da promotoria mostra um ato de solidariedade entre os municípios e seria uma medida no curto prazo, pelo menos até que chova na região.
O uso do banco de água da Grande São Paulo pela região de Campinas depende da autorização da Agência Nacional das Águas.
Em paralelo a esta medida emergencial, durante uma reunião entre prefeituras e o consórcio PCJ, algumas alternativas imediatas foram lançadas. A limpeza de rios, para que ajude na captação da água, cadastramento de caminhões pipas, orientação para reuso às empresas e a conscientização da população para que economize água.
No médio e longo prazo, uma reavaliação do abastecimento da região deve ser feita. Um abaixo assinado deve ser entregue as agências responsáveis para que haja investimento em reservatórios municipais. Cidades como Santa Bárbara d’Oeste e Capivari são abastecidas por reservatórios e neste momento em que municípios que recebem água das bacias passam por situação de racionamento, elas não apresentam problemas.
A ressalva é que um reservatório precisa de cerca de 10 anos para estar pronto.
Diante deste cenário de nível baixo rios que abastecem a região, o Secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, reforça que a prática para que não haja uma crise no abastecimento das cidades é racionar água.
Diariamente, nos centros urbanos, uma pessoa chega a consumir 200 litros de água. A situação atual nas bacias do PCJ é de rios com níveis 80% abaixo do ideal. A oferta de água neste momento é suficiente para suprir 80 dias de abastecimento a região. As cidades como Campinas, Vinhedo, Americana, Jaguariúna e Pedreira, são as que têm mais problemas no abastecimento. Valinhos já está em estado de racionalização da água.