A prefeitura de Campinas apresentou um projeto de lei que prevê a construção de empreendimentos habitacionais de interesse social em toda a cidade, exceto nas áreas de proteção ambiental de Sousas, Joaquim Egídio e Barão Geraldo, além das regiões norte e nordeste. Antes, as construções só eram permitidas nas áreas das macrozonas 05 e 09 e em parte da 04, nas regiões do Campo Grande, Ouro Verde e Nova Aparecida. A proposta do governo visa democratizar a moradia popular, permitindo à população em geral, que more em locais que facilitam sua vida social e profissional.
O governo acredita que essa medida vai trazer impactos positivos em outras áreas que não estão diretamente ligadas à habitação. Um exemplo é o transporte público, uma vez que o cidadão terá a oportunidade de morar perto de onde trabalha. Antes mesmo de ser apresentada, a proposta foi criticada pelo Sindicato da Habitação de Campinas. A entidade informou que não faz sentido a ampliação dos empreendimentos habitacionais de interesse social em parte da cidade, deixando de fora as regiões de Sousas, Joaquim Egídio e Barão Geraldo.
De acordo com o prefeito Jonas Donizette, as determinações do projeto não são definitivas. Segundo ele, a proposta passará por discussão na câmara municipal. Nesta quinta-feira, o prefeito assinou o projeto de lei, que deve ser encaminhado para o legislativo nos próximos dias.