Um decreto assinado pelo prefeito Jonas Donizette vai permitir que médicos que trabalham na rede municipal de saúde recebam o valor integral por plantões nas unidades de urgência e emergência de Campinas. O programa, chamado de Doutor de Plantão, vai priorizar as regiões do PS da Vila Padre Anchieta e do Campo Grande, apontadas pelo executivo como as áreas mais necessitadas. Qualquer médico que atue na rede pública de Campinas poderá participar desde que não exceda a carga horária de 44 horas semanais e nem o teto salarial de R$ 18 mil.
Antes, o profissional da rede que optasse por fazer um plantão no município, receberia como hora suplementar e não o valor integral que é pago pelo serviço. Com isso, o funcionário público receberia um valor cerca de 30% menor do que um médico sem vínculo com o município que executasse o mesmo serviço. Com a medida, a prefeitura espera criar um banco de plantonistas no município. Para oferecer um atendimento mais adequado a população, a prefeitura teria de agendar mais 100 plantões por mês. O prefeito Jonas Donizette afirmou que para integrar o banco de plantonistas, o médico terá que realizar entre um e 13 plantões por mês. A secretaria de saúde anunciou ainda a criação de uma Central de Regulação, que vai gerenciar o encaminhamento de pacientes para os leitos disponíveis em Campinas. O secretário Carmino de Souza afirmou que o trabalho feito hoje no município funciona 16 horas por dia, sem ter uma equipe específica para o atendimento. Ele afirma que a nova central vai funcionar 24 horas por dia e contar com funcionários e estrutura própria.
Campinas oferece hoje cerca de mil leitos em diversos hospitais da cidade, seja nas unidades do próprio município, como o Mário Gatti e o Ouro Verde, como os disponibilizados por convênios, como a Beneficência Portuguesa e Santa Casa.