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Greve: Agentes barram entrada em Complexo Penitenciário de Hortolândia

Os familiares de presos que foram até o Complexo Penitenciário de Hortolândia nesta quinta-feira (13/03) foram proibidos de entregar as sacolas com produtos de alimentação e higiene para os detentos.

Greve: Agentes barram entrada em Complexo Penitenciário de Hortolândia
Os familiares de presos que foram até o Complexo Penitenciário de Hortolândia nesta quinta-feira (13/03) foram proibidos de entregar as sacolas com produtos de alimentação e higiene para os detentos. A proibição faz parte do protesto dos agentes penitenciários que estão em greve desde a segunda-feira (10/03), em todo o estado. São 125 unidades que […]

Os familiares de presos que foram até o Complexo Penitenciário de Hortolândia nesta quinta-feira (13/03) foram proibidos de entregar as sacolas com produtos de alimentação e higiene para os detentos. A proibição faz parte do protesto dos agentes penitenciários que estão em greve desde a segunda-feira (10/03), em todo o estado. São 125 unidades que aderiram à paralisação. Em Hortolândia a adesão é de 100% dos funcionários.

Mães e esposas estiveram no Complexo já que a entrega das sacolas é feita todas as quintas-feiras. Também é neste dia que os visitantes pegam as senhas para as visitas que acontecem aos sábados. Nayara Silvana da Silva é uma das mulheres que foi até CDP de Hortolândia e não conseguiu fazer a entrega. Ela desaprova este ato dos agentes, já que segundo ela há uma desorganização, principalmente para familiares que viajam para entregar a sacola com os produtos e alimentos.

Uma mulher que preferiu não se identificar também foi barrada na entrada do CDP. O trabalho para ela foi maior. Ela viajou para entregar documentos e os produtos de uso pessoal para o filho, mas teve que ficar do lado de fora.

Os agentes penitenciários barravam uma das entradas do complexo com faixas sobre a paralisação e as reivindicações: reposição salarial de 20%, 5% de valorização, melhores condições trabalho, fim da superlotação e contratação de efetivo.

Nesta quinta-feira (14/03), uma reunião com governo do estado está agendada para ver se há um acordo com os sindicatos da categoria.Caso a proposta do governo não seja aceita, a greve vai continuar e pelo menos, no complexo penitenciário de Hortolândia, as visitas no final de semana vão estar suspensas.

Esta possibilidade já preocupa Karina. Ela também é esposa de um dos detentos do CDP e a greve, segundo ela, atrasou audiências do caso do marido. Ela afirma que uma prolongação da paralisação pode revoltar os presos.

Os representantes dos sindicatos que representam os agentes penitenciários não quiseram gravar entrevista, já que vão aguardar a decisão após a reunião desta quinta-feira.

Na região, além do Complexo Penitenciário de Hortolândia, agentes da Penitenciária Feminina de Campinas, do CDP de Americana e do Limeira também aderiram à paralisação.

 

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