O meia Paulo Henrique Ganso, do Santos, passou por uma atroscopia no joelho direito nesta sexta-feira para retirada de resíduos de uma cirurgia anterior (em 2007, quando ainda jogava na base santista). De acordo com a assessoria de imprensa do Santos, o meia já inicia neste sábado os trabalhos de fisioterapia no Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol (Cepraf), no CT Rei Pelé, e a previsão é de que volte aos treinamentos em um mês. Assim, o camisa 10 fica fora dos dois jogos da semifinal da Taça Libertadores da América, contra o Corinthians, que ocorrerão nos dias 13 e 20 de junho. A cirurgia, feita durante a tarde desta sexta, foi realizada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Artroscopia – A cirurgia feita pelo atleta se tornou muito popular entre os esportistas, como explica o médico Alexandre Pagotto Pacheco. Ele ajudou a difundir a técnica no país. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Pacheco foi coordenador do maior laboratório de artroscopia realizado Brasil no ano de 2000, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, aonde ajudou e participou do treinamento de mais de 100 médicos de todo o Brasil.
Ele disse que a artroscopia permitiu que o cirurgião abordasse a articulação por mínimas incisões. “A luz chega por fibra óptica e a imagem é captada por um sistema de lentes até uma câmera e dela para um monitor de TV. No Brasil, a técnica se tornou mais comum no final dos anos 90, com a criação dos laboratórios de artroscopia, que ensinavam médicos a operarem em peças plásticas e de cadáver. O médico declara que a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior, à qual Ganso já foi submetido, foi um dos maiores avanços da cirurgia do joelho nas últimas décadas. “Graças à técnica, milhares de pessoas que sofriam entorses nas práticas esportivas ou em acidentes e estavam condenadas a restringirem suas atividades por possuírem um joelho instável, puderam retornar a elas.” disse Pacheco
