Centro do escândalo de corrupção que abalou a cidade de Campinas, a SANASA, empresa que gerencia a água e o esgoto do município ainda se recupera da crise. As investigações do GAECO, o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público, apontaram para irregularidades em contratos estabelecidos pela autarquia. A CPI da Corrupção na Câmara de Vereadores constatou que o superfaturamento totalizou R$ 36 milhões em 4 anos. Toda esta crise culminou na queda de 2 prefeitos, Dr. Hélio e Demétrio Villagra.
Após os escândalos e os problemas identificados na autarquia, a Sanasa sofreu com atrasos em obras e problemas técnicos. Diante deste cenário a administração da empresa deu inicio a um processo de revisão dos contratos. Segundo o Diretor Comercial da Sanasa, Rogério Parada, toda a crise atravancou as obras da empresa, que aos poucos está retomando os trabalhos. Rogério Parada assumiu a Sanasa arrasada pela crise política em Campinas. Segundo o Diretor Comercial, o trabalho de retomada da empresa foi árduo. Para ele, a empresa está voltando a dar orgulho aos campineiros.
Para evitar novas fraudes em contratos e licitações, a administração da Sanasa modificou a forma como são feitas as concorrências. Rogério Parada, Diretor Comercial da empresa, explica que agora a concorrência é feita de forma eletrônica, sem contato direto com os fornecedores. A justiça de Campinas, em maio deste ano, deu inicio ao julgamento do caso Sanasa . O juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, estabeleceu o dia 3 de agosto como data para ouvir as testemunhas de defesa dos réus do caso Sanasa.
O ex-presidente da autarquia Luis Castrillon de Aquino, que denunciou todo o esquema, o ex-diretor técnico Aurélio Cence Jr, o ex-diretor comercial Marcelo Figueiredo e o ex-conselheiro fiscal Valdir Boscato, estão entre os denunciados e são réus no caso.
