Dia 2 de agosto termina o prazo para a entrega do Plano Municipal de Resíduos Sólidos de Campinas para o Governo Federal. Se a data não for respeitada, a cidade pode perder o direito de receber recursos da União para o setor. A última audiência pública obrigatória para finalizar o processo, teve foco nas cooperativas de reciclagem do lixo. O objetivo foi esclarecer que será cumprida uma reivindicação antiga das cooperativas, que querem ser pagas não só pela separação do material de reciclagem, mas também pelo material recolhido. Um sistema que é apoiado pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos e deve constar do plano municipal. No sistema atual, é a empresa de coleta de lixo que leva o material de reciclagem até as cooperativas. O que para Josá Carlos de Sousa, Presidente da Associação das Cooperativas de Reciclagem, gera prejuízo porque 30 por cento do material entregue pelos caminhões de lixo da cidade não é aproveitado. O Diretor do Departamento de Trabalho e Renda, Flavio Luis Sartori, explica que o processo de contração das cooperativas já está em andamento. A elaboração do Plano de Resíduos Sólidos de Campinas ficou para última hora na análise do Presidente do Comdema, Rafael Moya, que cobra ainda ter mais participação nas decisões. O Secretário Municipal de Infraestrutura, Dirceu Pereira Júnior, no entanto, garante que todo o processo está sendo realizado no prazo e respeitando a legislação. O edital de licitação que vai escolher o consórcio de empresas para o contrato do lixo em Campinas também depende do plano de resíduos sólidos. O atual contrato com a Tecan vence em dezembro.
