A última confirmação de morte em Campinas por gripe não foi pelo vírus H1N1, mas pelo H3N2, um vírus já conhecido, que circula no país desde os anos 60. Campinas tem 14 casos de H1N1 registrados esse ano e 6 casos de H3N2. Ainda existem 34 sendo investigados. Entre eles, o caso de um homem de 64 anos, que morreu na madrugada de domingo. O H1N1 preocupa as autoridades da Saúde porque muitas pessoas ainda não possuem o anticorpos do vírus que surgiu no Brasil em 2009. No entanto, o Médico Sanitarista da Vigilância Epidemiológica de Campinas, André Ribas Freitas, lembra que atualmente 30 a 40%da população já possui anticorpos, por terem sido imunizados através de vacinação ou por já terem tido contato com o vírus, se recuperando da doença sem nem saber que era H1N1. André Ribas lembra que, independente do vírus, toda gripe exige atenção, já que é a causa da morte de em média 50 pessoas por ano em Campinas. Andre Ribas reitera a importância da vacinação para o grupo de risco: idosos, crianças com menos de 2 anos, grávidas e pessoas com doenças pré-existentes, como diabéticos, obesos, pessoas em tratamento de câncer e aids.
Na Região de Campinas, os números do H1N1 nos meses de junho e julho foram: em Mogi Guaçu, 5 casos com um óbito;em Mogi Mirim, 1 caso, sem complicações graves. Em Valinhos, 2 casos, sem mortes. Em Indaiatuba, 3 casos, ainda em observação. Em Jaguariúna, 3 casos suspeitos. Em Americana, 1 caso de um homem que contraiu o vírus no Paraná e já teve alta. Também passa bem a única pessoa que contraiu o vírus em Vinhedo. Em Sumaré, foi registrado um caso sem complicações. Em Conchal há suspeita de dois casos. Hortolândia é a cidade que mais preocupa, depois de Campinas com 22 casos notificados , com 3 positivos e 19 esperando análise.
