A Polícia Civil de Águas de São Pedro ouviu mais testemunhas do caso que acabou na morte de uma menina de 4 anos, em um brinquedo do Grande Hotel da cidade. De acordo com o escrivão, na segunda-feira (06/08) o depoimento foi do cardiologista que atendeu Inês Scheller. Ele disse à polícia que a menina já teria chegado morta ao pronto socorro. A tentativa de reanimar a menina demorou mais de uma hora.
Também nesta semana foram ouvidos o dono e o funcionário da empresa contratada para realizar a manutenção no brinquedo em que houve acidente. O responsável pela empresa disse que o serviço prestado era apenas estético, para pintura e verniz no playground. O proprietário reforçou que a manutenção preventiva não é serviço da empresa e por isso, o hotel teria responsabilidade da contratação de um outro prestador de serviço.
Com este depoimento, a polícia civil se deparou com uma contradição, já que o advogado do Grande Hotel São Pedro, Cid Vieira de Souza Filho, apresentou documentos que comprovariam que em maio houve manutenção no parque e atribuiu a instalação do brinquedo a mesma empresa.
De qualquer forma, o laudo pericial apontou que a viga do balanço estava podre.
O monitor que estava com Inês na hora do acidente, o sub-gerente do hotel e a mãe da menina já foram ouvidos. Está previsto o depoimento do gerente do hotel para a próxima semana.
O acidente aconteceu no dia 23 de julho. A menina era francesa e passava as férias no Brasil, já que a mãe é brasileira, casada com um francês.
