Médicos de urgência e emergência de Campinas cobram da Prefeitura o pagamento de um abono salarial que é dado apenas aos profissionais da rede básica de saúde. Cerca de 300 plantonistas dos hospitais Mário Gatti, Ouro Verde e das unidades de Pronto-Atendimento São José, Padre Anchieta e Campo Grande, além do Samu, querem o mesmo benefício cedido aos profissionais dos centros de saúde.
O adicional foi estabelecido através do Índice de Custo de Vida, que se divide em quatro regiões e leva em conta as condições de trabalho de cada local. Segundo o Diretor de Comunicação do Sindimed Campinas, Francisco Mogadouro Cunha, mesmo sendo necessário, o repasse foi injusto.
Já o diretor de RH da Saúde da Prefeitura, Agnaldo Queiroz, alega que a Administração priorizou os centros de saúde porque os plantonistas tiveram reajuste salarial no ano passado. Ainda segundo a Prefeitura, o objetivo do repasse também era equilibrar o salário pago a todos os servidores.
Diante do impasse, uma assembleia entre os médicos foi convocada para discutir a situação e decidir quais medidas serão adotadas. Segundo o Diretor de Comunicação do Sindimed Campinas, Francisco Mogadouro, antes das possibilidades de manifestação e greve, outra reunião com a Prefeitura deve ser marcada.
