A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental, a Cetesb, deu prazo de seis meses para a Prefeitura de Campinas resolver a situação da Usina de Resíduos de Material que fica na entrada do Mão Branca. O local deveria receber e reciclar somente o material da construção civil para uso posterior em obras ou asfaltamento de vias. Porém, a própria atual administração através do secretário de serviços públicos, Ernesto Paulela, assume que todo o tipo de lixo está sendo depositado na Usina. Por dia, 2,5 mil toneladas de entulho, incluindo lixo orgânico.
O acesso ao terreno da Usina chegou a ser fechado por causa do volume de lixo parado na entrada. O coordenador regional da Cetesb, Alberto Degrecci Neto, crítica a situação. E não afasta o risco de contaminação. A estimativa é de são mais de 200 empresas de caçambeiros que usam a Usina, em média 500 caçambas por dia.
O secretário de serviços públicos de Campinas, Ernesto Paulela, esteve na Usina e diz que por enquanto não há indícios de contaminação, mas se houver acionará o sindicato da categoria. O Sinduscon não respondeu à reportagem até o final desta edição. Quanto às medidas da prefeitura o secretário garantiu que o acesso foi liberado com a remoção dos materiais, já começou o cadastramento dos caçambeiros, haverá triagem do entulho e os que estiveram fora das normas de meio ambiente serão advertidos. Mas, que a licença ambiental para o aterro de inertes deve levar de um a dois anos por que depende de órgãos ambientais.
