Em Capivari, 15 famílias ficaram desalojadas e outras três estão desabrigadas devido às chuvas que atingiram a cidade neste final de semana. O nível do rio Capivari subiu dos costumeiros 80 centímetros para 2,80 metros e no domingo (13/01) e fez com que a água cobrisse algumas ruas e invadisse residências nos bairros próximas ao leito do rio.
No bairro Moreto, um dos mais afetados pela enchente, muitos moradores tiveram que sair de casa e improvisar para não perder os móveis. O aposentado José de Jesus, relata que em todo início de ano costuma usar cavaletes para evitar prejuízos. Já Josiel da Silva, que mora à beira do rio Capivari, afirma que a água tomou conta dos cômodos e com isso ele teve que ir para a casa do irmão, que fica na parte mais alta do terreno.
Ainda por causa das chuvas, a Santa Casa de Capivari está parcialmente interditada devido a rachaduras nas paredes das salas de raio-X e parte da maternidade. Apesar da transferência dos atendimentos para outros locais dentro do hospital, os serviços não sofreram interferência, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura.
De acordo com o diretor da Defesa Civil de Capivari, Ricardo Lourenço de Sousa, equipes do departamento estiveram nos bairros mais afetados durante o final de semana avisando aos moradores sobre o risco de enchentes. Segundo ele, mesmo com a possibilidade do nível do rio subir ainda mais, muita gente insiste em ficar em casa. Ainda de acordo com Ricardo, os moradores que são retirados das áreas de risco são encaminhados ao ginásio municipal, onde recebem assistência médica, alimentícia e psicológica.
Já os que insistiram em ficar em casa, preferem procurar outra moradia a depender do abrigo ou da ajuda de amigos ou familiares. É o caso do pai de Ivair Lopes, que mesmo acostumado com as enchentes, prefere ficar onde está, onde possui um pequeno comércio a poucos metros do leito do rio. Em 2009, cerca de 3,5 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes após a água do Rio Capivari atingir os 3,90 metros.
