Comerciantes do centro de Campinas reclamam da situação de abandono na cidade, principalmente nas praças Bento Quirino e Nossa Senhora do Carmo. Moradores de rua ficam durante o dia e a noite nos locais, com colchões e lençóis espalhados pelas praças. Quem trabalha com comércio fala da sensação de insegurança que afasta a clientela e prejudica as vendas região central. No ultimo levantamento, a prefeitura contou 609 moradores de rua em Campinas. No albergue da cidade, cerca de 100 pessoas passam diariamente.
Alexandra Soares é gerente de uma loja de roupas na rua Barão de Jaguara. De acordo com ela, muitos desses moradores acabam ficando próximo às vitrines e isso inibe os clientes de entrarem no estabelecimento. Apesar disso, Alexandra se sensibiliza com a situação das pessoas que moram na rua, mas diz que faltam medidas da prefeitura para solucionar o problema.
Sobre a ação da Guarda Municipal, a Secretaria de Segurança informou que há patrulhamento diário na região central e que de fato, os guardas fazem a abordagem, mas a responsabilidade é da Secretaria de Assistência Social.
A prefeitura tem projetos de acolhimento a pessoas com problemas familiares e psicológicos. Apesar dos programas, a Coordenadora de Proteção Social da pasta reconhece que no curto prazo a solução para o problema é difícil dada a rotatividades dos moradores de rua. A própria coordenadora comenta que os comerciantes acabam tomando medidas.
Márcia Soares tem um restaurante na Av. Benjamin Constant. O medo de assaltos, mau cheiro e os pedintes incomodam a proprietário d local que conta que já há uma mobilização de comerciantes da região a fim de cobrar providências.
Em relação a sujeira e mal cheiro, a prefeitura informou através da assessoria de imprensa que há varrição três vezes por dia no local. Além disso, reforça que a Secretaria da Saúde faz trabalhos nas praças com o consultório de rua.
