Um grupo de trabalhadores das antigas indústrias químicas Shell/Basf, de Paulínia, acompanha nesta quinta-feira, em Brasília, a audiência de conciliação convocada pelo Ministro, João Oreste Dalazen, do TST (Tribunal Superior do Trabalho). A audiência é sobre o processo judicial que busca responsabilizar as multinacionais sobre o crime de contaminação ambiental e humana na planta industrial instalada em Paulínia, em meados da década de 70.
Segundo Arlei Medeiros, secretário-geral da Federação dos Químicos de São Paulo, a Shell produzia na unidade produto que já havia sido banido dos EUA. Em 1994, a indústria fez uma auto denúncia em sigilo na justiça e em 2000 o caso veio a tona. Desde então as vítimas entraram na justiça e ganharam nas duas primeiras instâncias. Na última, as indústrias foram condenadas a pagar uma indenização de R$ 1,2 bi, para tratamento médico dos envolvidos.
A ação contra a Shell/Basf chegou ao TST em virtude das indústrias terem recorrido da condenação que sofreram na 2ª Vara do Trabalho de Paulínia e confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, o TRT de Campinas. Segundo os dados da federação dos Químicos de São Paulo e Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas e Região, 1.143 pessoas são credenciadas na ação.
