Um projeto de lei que será votado pela Câmara de Campinas quer proibir o fornecimento de caixas de papelão por supermercados da cidade. A justificativa do autor da proposta, o vereador Rafa Zimbaldi do PP, é a de que geralmente as caixas oferecidas no lugar das sacolas plásticas são reutilizadas e podem contaminar alimentos, já que são originárias de outros produtos.
Nas ruas, os consumidores se mostram divididos. João Guedes e Renata Olah, por exemplo, temem o risco de contaminação e são a favor do projeto de lei. Já Milton Basso não vê importância no assunto, enquanto José Augusto acredita que as caixas também são práticas. Mas de acordo o vereador Rafa Zimbaldi, as sacolas retornáveis e os carrinhos de feira são alternativas às caixas de papelão caso a proposta seja aprovada pela Câmara e o consumidor não queira usar sacolinhas plásticas.
Em nota, alguns supermercados se posicionaram sobre a possível proibição. Segundo o Covabra, a rede “não fornece mais as caixas de papelão e oferece outros métodos aos clientes, como as sacolas ecológicas e as retornáveis”. Já o supermercado Pague Menos informou que as sacolas plásticas são oferecidas aos consumidores “conforme determinação do Ministério Público”, assim como as sacolas retornáveis. Ainda segundo o documento, “as caixas de papelão são entregues apenas se o cliente solicitar” e “caso elas sejam proibidas, essa entrega não ocorrerá”. Por fim, a nota diz que o serviço de delivery não é feito com caixas de papelão, mas sim com caixas plásticas. A Associação Paulista de Supermercados, a APAS, foi procurada pela produção, mas não respondeu às tentativas de contato.
