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Câmara vai cobrar do governo a transferência do presídio do São Bernardo

Os moradores do bairro São Bernardo, em Campinas, retomaram o movimento que pede a transferência de local do presídio feminino. Em 2006, o vereador Vinícius Gratti deu início ao ato,

Os moradores do bairro São Bernardo, em Campinas, retomaram o movimento que pede a transferência de local do presídio feminino. Em 2006, o vereador Vinícius Gratti deu início ao ato, que reuniu mais de cinco mil assinaturas. Além da movimentação dos moradores do bairro, foi criada uma comissão especial de estudos na Câmara de Campinas para tratar da questão. O presidente da comissão, o vereador Vinícius Gratti, afirma que vai pedir uma reunião com o secretário de administração penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, para discutir a questão. Segundo ele, a transferência do presídio feminino do São Bernardo foi prometida pelo governo do estado em 2006.

O diretor da sociedade amigos do bairro São Bernardo, Valter Gratti, afirma que os moradores convivem com os problemas há muitos anos. Segundo ele, além da desvalorização dos imóveis, as pessoas que vivem no São Bernardo já passaram por situações perigosas, como fuga de detentos e rebeliões. Em 2010, a Comissão dos Direitos Humanos da OAB Campinas, realizou um trabalho para verificar as condições do presídio feminino do São Bernardo. Naquela ocasião, diversas irregularidades foram apontadas. A presidente da comissão, Rachel Tamassia, reconhece que alguns problemas foram resolvidos, mas defende a transferência ou a interdição da unidade porque a atual não tem mais estrutura adequada para atender as detentas.

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O vereador Vinícius Gratti afirmou ainda que cabe ao governo do estado determinar um novo local, caso a transferência do presídio aconteça. De qualquer forma, ele defende que a unidade prisional permaneça em Campinas, para não prejudicar as pessoas que trabalham no local e nem as famílias das detentas. O presídio do São Bernardo foi fundado em 1976, para receber os detentos da cidade. Depois de mais de 20 anos de uso, a unidade prisional passou a receber apenas mulheres. Atualmente, a unidade está superlotada, já que a capacidade do presídio é de 528 detentas, mas abriga 1.062 internas. A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

 

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