Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho mostram que a criação de vagas em Campinas caiu cerca de 32% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012. Registrando 5484 postos no ano passado, a cidade alcançou o número de 3689 em 2013.
Com isso, caiu do oitavo para o décimo oitavo lugar no ranking do Caged que reúne os municípios que mais geraram vagas de emprego. O resultado, segundo o economista e professor de ciências econômicas da PUC-Campinas, Leandro Moraes, está vinculado aos resultados apresentados pelo Brasil no período de um ano. Segundo ele, com relevância econômica no cenário nacional, a região sentiu os efeitos da queda de investimentos. O quadro, ainda de acordo com o economista Leandro Moraes, pode ser alterado com futuros empreendimentos e a participação de Campinas em eventos, como a Copa do Mundo, que poderão gerar aquecimento na economia.
Seguindo a tendência de queda, nos primeiros três meses do ano, a capital paulista, líder do ranking na geração de empregos, também obteve queda de 30 por cento em relação ao ano passado. Os resultados nacionais, no entanto, se mantiveram positivos com a criação de trezentas e 6 mil novas vagas. Foram 5,5 milhões admissões contra 5,2 milhões demissões neste primeiro trimestre. Os dados do Caged levam em conta apenas os empregos com carteira assinada.
