O Coordenador de Políticas Sobre Drogas da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, Mário Sérgio Sobrinho, esteve nesta quinta-feira, em Campinas, para expor os resultados práticos das políticas públicas adotadas na capital paulista, entre elas o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, o CRATOD. De acordo com ele, o conceito do programa é voltado para o atendimento do dependente químico e seus famíliares. A polêmica na capital, foi criada sobre o processo de internação compulsória.
Neste caso a pessoa é internada para o tratamento mesmo contra a sua vontade, porém , o processo só é feito com a autorização justiça. O coordenador do programa explica que as internações são divididas em três categorias: involuntária, quando a família deseja a internação e o médico entende como necesária, a compulsória e a voluntária. A polêmica na capital, na opinião do Coordenador do Programa se deve a falta de conhecimento, pois, desde que o CRATOD foi implantado o número de casos de internação provisória é praticamente inexistente.
Campinas foi a primeira cidade no interior a adotar o sistema, que ainda não entrou em operação. De acordo com o presidente da Comissão Especial de Estudos Sobre Drogas da Câmara Municipal, Luiz Carlos Rossini, é preciso implantar a medida de acordo com a realidade do municipio. Segundo o parlamentar, o modelo que está sendo construido em Campinas poderá servir de exemplo para a implantação do sistema em todo o país. O espaço para abrigar os dependentes que necessitam da internação já está sendo construído.
Ele vai funcionar junto a futura AME, Ambulatorio Médico de Especialidades, lançado recentemente através de uma parceiria selada entre o Governo do Estado e a Prefeitura.
