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Cirurgiões Cardiovasculares prometem parar atendimento no Estado

A Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Estado de São Paulo decidiu em assembleia que irá interromper o atendimento aos convênios caso as operadoras não façam proposta para aumentar honorários pagos

Cirurgiões Cardiovasculares prometem parar atendimento no Estado
A Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Estado de São Paulo decidiu em assembleia que irá interromper o atendimento aos convênios caso as operadoras não façam proposta para aumentar honorários pagos pelas cirurgias. No Estado são 360 profissionais, 200 deles só na capital. A necessidade teria surgido nos últimos 10 anos com o crescimento da população […]

A Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Estado de São Paulo decidiu em assembleia que irá interromper o atendimento aos convênios caso as operadoras não façam proposta para aumentar honorários pagos pelas cirurgias. No Estado são 360 profissionais, 200 deles só na capital.

A necessidade teria surgido nos últimos 10 anos com o crescimento da população idosa e por consequência do número de angioplastias. O procedimento que serve para a desobstrução de artérias e garantia da saúde vascular exige mais tempo de dedicação dos cirurgiões. O Cirurgião Cardiovascular e presidente da Cooperativa, Amauri Groppo, afirma que de sete dias, as internações agora chegam a 10 dias. A permanência destes pacientes em UTI também aumentou de dois para três a quatro dias. Os honorários, para Groppo, teriam que nos casos mais simples triplicar e em outros até ser cinco vezes mais alto.

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As operadoras de planos de saúde ainda não se pronunciaram sobre as críticas e o pedido de reajuste. O que para a Cooperativa é motivo de preocupação. O médico Amauri Groppo teme que no momento das cirurgias faltem profissionais para a equipe cirúrgica. Já houve registros de greves entre anestesistas, por exemplo. Uma equipe precisa de quatro cirurgiões, um cardiologista e dois técnicos de nível superior que trabalhem no centro cirúrgico.

Um cirurgião cardiovascular precisa fazer seis anos de faculdade, com 12 mil horas de aula e outros seis anos de residência médica para atuar. O título de especialista exige, pelo menos, oito anos de formado e a realização de, no mínimo, 200 cirurgias supervisionadas, além de trabalhos científicos na especialidade já publicados e provas.

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