Repercutiu de forma negativa para a Marcha Mundial de Mulheres e para Frente Regional de Combate à Violência a chamada medida de urgência promovida pela Polícia Civil. Cerca de 400 processos da Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas, a DDM, foram encaminhados para distritos policiais. Para a coordenação regional da Marcha, Lourdes Simões, a abordagem feita por policiais dedicados a DDM é diferente e a mudança pode piorar ainda mais as deficiências encontradas no serviço.
A delegada da DDM, Maria Cecília Fávero, em audiência na Câmara de Vereadores informou que, com o encaminhamento e a reestruturação de pessoal, o tempo de atendimento foi reduzido de até 6 horas para no máximo 40 minutos. Os processos redirecionados são anteriores ao ano de 2009. A delegada não gravou entrevista à CBN Campinas. Assim como deixou sem resposta a Marcha e a Comissão da possibilidade de acesso aos dados dos atendimentos. O presidente da Comissão Permanente da Mulher na Câmara, o vereador Carlos Roberto de Oliveira, o Carlão do PT denunciou os problemas ao Ministério Público Estadual (MPE), que instaurou inquérito civil público.
