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Produtores aprovam medidas anunciadas para setor sucroalcooleiro

Os produtores de cana do estado de São Paulo receberam com otimismo o anúncio do Governo Federal sobre os incentivos para aumentar a produção de etanol no país. Nesta terça-feira,

Os produtores de cana do estado de São Paulo receberam com otimismo o anúncio do Governo Federal sobre os incentivos para aumentar a produção de etanol no país. Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou que o governo vai reduzir a incidência de PIS e Cofins para o combustível, que atualmente é de R$ 0,12 por litro. Além disso, ele anunciou uma linha, chamada de Pró-Renova, com disponibilidade de crédito de R$ 4 bilhões, para a renovação da plantação de cana e para novas plantações.

De acordo com o presidente da cooperativa dos plantadores de cana da região, Arnaldo Antonio Bortoleto, o incentivo concedido pelo governo federal beneficia não só quem planta a cana de açúcar, mas toda a cadeia envolvendo a produção do etanol. Segundo ele, o combustível é feito integralmente no Brasil e por isso é uma importante fonte de emprego e renda para a população. Arnaldo Antonio Bortoleto afirma que os produtores de etanol não recebem tantos benefícios do governo por causa de uma questão política. O presidente da cooperativa acredita que o incentivo à produção do combustível elevaria o custo da gasolina, aumentando o índice de inflação do país.

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A pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Miriam Bacchi, afirma que as medidas adotadas vão trazer benefícios para a cadeia produtiva em médio e longo prazo. Segundo ela, o mais importante nesse momento é o interesse do governo federal em retomar o crescimento da produção do etanol. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar informou através de nota que em relação à redução do PIS e do Cofins, trata-se de uma medida que melhora a competitividade do etanol frente à gasolina, em percentuais que variam de Estado para Estado devido aos níveis diferentes de cobrança de ICMS e outros fatores que impactam o preço final para o consumidor. A entidade destaca também, que o benefício não será necessariamente ou integralmente para o produtor, podendo ficar parcialmente ou integralmente com os outros elos da cadeia de comercialização, distribuição, varejo ou consumidor, no caso de uma redução do preço final.

 

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