Um projeto que torna obrigatória a disponibilidade do Teste da Linguinha em recém-nascidos está em tramitação na Câmara de Vereadores de Campinas. De autoria do vereador Luiz Cirilo, a intenção é fazer o diagnóstico precoce, para um tratamento mais eficiente nos casos de língua presa. Pacientes com este problema podem ter dificuldades na sucção e também na fala.
Cirilio destaca a importância do exame, comenta sobre o teste e como o diagnóstico precoce garante mais eficácia no tratamento.
Embora o vereador seja da área jurídica, a proposta veio após conversas com médicos otorrinos e o contato com pesquisas mundiais que mostram a incidência de língua presa em bebês. No Reino Unido, uma tese mostrou que 10% dos recém-nascidos tinha alguma alteração. No Brasil, a fonoaudióloga e pesquisadora da Unicamp, Roberta Martinelli, é pioneira no desenvolvimento da técnica para diagnóstico precoce. Ela chegou a ser premiada pela tese no XX Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia. Através do estudo, constatou que um número expressivo de recém-nascidos tinham o problema. Dos cem bebês analisados na cidade de Brotas, 22% apresentavam dificuldade na fala, causada pela membrana que é conhecida como frênulo.
Roberta Martinelli reforça que esta distorção merece atenção, já que é uma das principais causas de problemas de sucção do leite materno. Na adolescência, ter a língua presa, também pode representar um trauma.
O Teste da Linguinha dura menos de cinco minutos e tem cobertura pelo SUS. Com o diagnóstico precoce, o procedimento para o tratamento é menos invasivo e pode ser feito até em clínicas odontológicas, com anestésico local.
A cidade de Brotas foi a primeira do estado a implantar o Exame. No ano passado, o projeto entrou em votação também na Assembleia Legislativa.
Além de São Paulo, outros cinco estados estudam a implantação da lei. Na Câmara dos Deputados Federais também há duas propostas para que o teste se torne obrigatório em todo país, como o exame do Pezinho e da Orelhinha.
O projeto do vereador Luiz Cirilo já foi aprovado na Comissão de Legalidade e segue em tramitação na Câmara Municipal.
