Os trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela empresa. A assembleia, que aconteceu na manhã dessa sexta-feira, reuniu grande parte dos 10 mil trabalhadores do setor. A Replan ofereceu um reajuste salarial de 5% para os trabalhadores que ganham mais de R$ 5 mil e de 7% para aqueles com vencimentos inferiores a esse valor. O mesmo índice seria aplicado na Participação de Lucros e Resultados e no Vale Alimentação.
Os trabalhadores pedem o reajuste de 7% calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor e mais 10% de aumento real. Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial, Amilton Mendes, a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, que desejam continuar com as negociações. Amilton Mendes afirma que este é apenas o início da campanha salarial e não descarta a possibilidade de greve, caso o impasse não seja resolvido até a metade do mês de maio. O sindicato e a diretoria da Replan vão se reunir novamente nesta quarta-feira para uma nova rodada de negociação.
