A Capela Nossa Senhora da Boa Morte, em Campinas, vai sofrer uma intervenção para que a cor original do templo religioso seja resgatada. O local que fica nas dependências da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, no bairro Cambuí, completou 142 anos. A Capela vai receber intervenção tecnológica de última geração, que vai analisar cientificamente a pintura das paredes e nos murais do altar. De acordo com a pesquisadora do Instituto de Física Nuclear da USP, Elizabeth Kajiya, a ideia é identificar quais foram os tipos de pinturas e quando elas aconteceram desde o século XIX. Para isso, será utilizada uma tecnologia de última geração, com o uso de infravermelho e ultravioleta.
A imagem de Nossa Senhora da Boa Morte também será avaliada. De origem francesa, a imagem foi confeccionada em 1907. O restaurador Antonio Sarasá, afirmou que o artigo religioso vai passar por um exame detalhado. Ele explica que a imagem não será restaurada e sim preservada. Antonio Sarasá informou que será utilizado um tomógrafo, num procedimento semelhante ao utilizado recentemente nos corpos do imperador D. Pedro I e de suas mulheres.
A restauração da Capela Nossa Senhora da Boa Morte começou em 2008, e foi orçada em R$ 12 milhões. Desde aquele período, já foi concluído o telhado, a sala do capelão, todo o frontão da capela e o piso interno.
