Com 300 moradores de rua em Limeira, mais de 300% do que era registrado há dois anos, a prefeitura de Limeira começa neste mês de maio um novo levantamento para identificar o perfil e estudar novos tipos de serviços. A presidente do Centro de Promoção Social de Limeira, Ana Maria Sampaio, apesar de divulgar a iniciativa reconhece que não há estrutura para atender a todos.
A Prefeitura de Limeira se cadastrou no Programa do governo federal de enfrentamento ao crack. São previstos recursos e convênios com entidades. Em Campinas, a administração irá implantar um Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, o CRATOD, que a exemplo da capital poderá contar com internações compulsórias se necessário. Em Campinas o espaço para abrigar o CRACOD já existe. É na mesma área onde está sendo construído o novo Ambulatório Médico de Especialidades, próximo ao Mário Gatti. No último dia três de maio uma casa de acolhimento para os moradores de rua foi aberta no bairro Guanabara. O encaminhamento à Casa será feito pela Secretaria de Assistência Social. Somente Campinas registra mais de 600 moradores de rua.
Em entrevista à radio CBN Campinas, a Coordenadora do Ambulatório de Substâncias Psicoativas da Unicamp, Renata Cruz Soares Azevedo, afirmou que para alguns especialistas o trabalho nos municípios deve contar com consultórios de rua em que os profissionais vão até os pacientes e uma força-tarefa para reduzir o número de moradores de rua usuários de drogas e álcool .
