Uma pesquisa desenvolvida com professores do ensino superior privado em Campinas apontou que 88% deles estão estressados. O estudo foi apresentado como uma tese de doutorado. O trabalho também interfere na vida pessoal de 76% dos entrevistados, sendo que 52% deles convivem com o medo de perderem o emprego. 52% dos professore ouvidos também afirmaram que sofrem de doenças físicas e psicológicas. Apesar de tantos indicadores negativos, o estudo apontou que 68% deles não mudariam de emprego caso tivessem a oportunidade. De acordo com a professora, Liliana Aparecida de Lima, responsável pela tese, geralmente os professores, que exercem suas funções há 10 anos, acumulam funções em diferentes instituições de ensino. Ela afirma que este não é o quadro ideal para nenhum profissional.
Uma profissional da área, que se identificou apenas como professora Andreia, afirmou que os números apresentados pelo estudo refletem a realidade. Segundo ela, as universidades pressionam cada vez mais os profissionais, principalmente aqueles que estão em atividade há mais tempo. De acordo com a professora Andreia, as universidades acabam investindo em professores mais novos, que recebem salários menores. Dados disponibilizados pelo Ministério da Educação pontam que o Brasil tem cerca de 2.300 instituições de ensino superior, sendo que quase 90% delas são privadas.
