Em greve desde o dia 22 de Julho, cerca de 30 trabalhadores terceirizados do setor de limpeza da Unicamp decidiram ocupar o prédio da empresa Limpadora Centro, que fica dentro do campus. A intenção é pressionar a empresa a negociar com a categoria. A ocupação é pacífica e conta com o apoio de estudantes e do STU – Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, que apesar de não ser o sindicato oficial da categoria, escalou representantes para darem apoio ao movimento. Eles querem aumento salarial cujo piso atual é de R$ 755,00, melhores condições de segurança no trabalho, a ampliação do quadro funcional. Além de mais transparência dos contratos e do número de trabalhadores em atividade na Unicamp, de acordo com o Diretor do STU, Iuri Muniz. Os funcionários acusam ainda a empresa de assédio moral. A servente de limpeza, Elisangela Moreira Rezende, diz enfrentar agressão verbal e excesso de trabalho. Florinda Ribeiro de Matos conta ter enfrentado problemas de saúde e a necessidade de fazer uma cirurgia por causa da falta de condições de trabalho.
Resposta
O diretor da Limpadora Centro, Marcelo Orpinelli, não quis gravar entrevista, mas em contato com a produção da rádio CBN Campinas disse que o sindicato que promove a greve não tem legitimidade para isso e que já realizou duas mesas redondas com o Siemaco, sindicato da categoria. Marcelo ressaltou que a empresa tem cerca de 800 funcionários na Unicamp e apenas 15 funcionários estão parados e que o aumento salarial será discutido entre sindicatos na data base que é janeiro.
Sobre as acusações dos funcionários, a empresa diz que não compartilha com assédio moral e nem com excesso de trabalho e diz que o trabalho de limpeza requer força e que algumas pessoas podem considerar mais pesado que outras.
