A cerimônia pelos 81 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 reuniu autoridades militares e políticas no mausoléu dos soldados no Cemitério da Saudade, em Campinas. Soldados representaram os 16 campineiros mortos em combate, cujos nomes estão no monumento erguido no local – obra que será restaurada a partir deste mês. Segundo o Presidente Executivo da Sociedade MMDC de Campinas, Rafael Cambuí, a solenidade, realizada todos os anos, celebra o papel da cidade no conflito. Para ele, a Revolução de 32 serve de exemplo para as recentes manifestações no Brasil.
Além de lembrar o envolvimento do município, que foi bombardeado durante o conflito, a cerimônia também homenageou ex-combatentes campineiros. Um deles, José dos Santos Marques, de 98 anos, tinha 16 anos quando foi convocado para ajudar na entrega de quase 2 mil telegramas para os soldados do front.
Compareceram ao evento militares e representantes de outras corporações e também políticos da região, como o vice-prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, e alguns vereadores da cidade. No local, foram expostos armas e equipamentos usados nos combates da época. A Revolução Constitucionalista de 32 teve o objetivo de derrubar o Governo Provisório do Presidente Getúlio Vargas, que ao assumir o poder em 1930, fechou o Congresso Nacional e aboliu a Constituição. O conflito, que teve início no dia 9 de julho, durou até o mês de outubro.
