O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo julgou irregulares as licitações e os processos nos gastos de mais de R$ 285 mil para a compra de painel eletrônico de votação, no ano de 2011, na Câmara de Vereadores de Campinas. Esse processo aconteceu no período da CPI do Caso Sanasa. O painel causou polêmica e sequer chegou a ser comprado. A concorrência foi reprovada porque se considerou que a modalidade carta-convite era inadequada e deveria ter sido feita uma licitação da totalidade dos custos.
Houve na época a divisão das compras em valores menores do que os R$ 80 mil, passando o serviço para três empresas, que estão sendo investigadas pelo Ministério Público por suspeita de ter formado um esquema para vender produtos e serviços à Câmara. Algumas delas tinham os mesmos sócios ou os mesmos endereços.
A cotação de preços também foi considerada pelo TCE como limitada. Esse processo de licitação foi feito na época em que Pedro Serafim era o presidente do Legislativo. A produção da CBN Campinas tentou contato com ele, mas não tive retorno.
A assessoria da Câmara disse que o atual presidente, Campos Filho prefere não se pronunciar, para não comprometer futuras investigações. Sobre a abertura de uma sindicância eles informaram que neste momento não há funcionários suficientes para a investigação, já que duas outras sindicâncias estão em andamento no legislativo, uma delas, investigando a compra de materiais de escritório.
