O Instituto de Criminalística de Campinas praticamente descartou a hipótese de que o acidente envolvendo um ônibus articulado que despencou do viaduto Miguel Vicente Cury tenha acontecido por falha mecânica. No último dia 23, o veículo caiu de uma altura de quatro metros deixando uma pessoa morta e outras 21 feridas. A perícia no veículo foi realizada nesta segunda-feira, um dia depois da avaliação do local do acidente. As primeiras informações da perícia indicam que aparentemente o ônibus não apresentava nenhuma falha mecânica. De acordo com a perita criminal Ângela Sampaio de Mara, o sistema de freios do veículo estava funcionando, mas ainda é cedo para descartar a versão do motorista de que o equipamento falhou quando foi acionado.
A perita afirma que trabalha com a hipótese de que o ônibus trafegava em uma velocidade que poderia chegar a até 60 km/h. A última placa de sinalização de velocidade máxima permitida antes do trecho onde aconteceu o acidente apontava que o veículo deveria trafegar até 30 km/h. Segundo Ângela Sampaio de Mara, é preciso ainda determinar com exatidão a velocidade do ônibus, levando em consideração as condições do asfalto e o fato de estar chovendo na hora do acidente. Os laudos da perícia devem ser concluídos em até 30 dias. O ônibus continua na garagem da empresa VB e deverá permanecer intacto até o fim das investigações.
