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Policiais são presos em Campinas e SP por associação ao tráfico

Uma operação do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta segunda-feira mandados de prisão contra policiais civis suspeitos de envolvimento com o

Uma operação do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta segunda-feira mandados de prisão contra policiais civis suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em Campinas e na capital paulista. Estão sendo cumpridos 13 mandados – 11 em São Paulo e dois em Campinas. A corregedoria da Polícia Civil esteve no 10º DP de Campinas, onde os suspeitos trabalhavam. Até ao meio dia, sete policiais civis já haviam sido presos. Eles foram levados para o prédio da Corregedoria da Polícia Civil, no Centro de São Paulo. Entre os detidos estão dois delegados do Denarc. O supervisor da Unidade de Inteligência do departamento, Clemente Calvo Castilhone Junior, foi detido por suspeita de ter vazado informações que poderiam comprometer as investigações. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça de Campinas contra delegados, investigadores, escrivães e carceireiros suspeitos de crimes como corrupção, extorsão, formação de quadrilha. Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na casa desses policiais e nas delegacias onde trabalham.

Participam da operação cerca de 60 policiais civis. A operação foi deflagrada após investigações promovidas pelos promotores do Gaeco de Campinas, segundo policiais envolvidos na operação. Entre as provas contra os suspeitos estão interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. As investigações teriam começado após a prisão de um traficante da região de Campinas. Os policiais civis extorquiam a quadrilha do traficante, exigindo dinheiro para não combater o tráfico de drogas na favela onde o grupo atuava. As investigações do Ministério Público que resultaram em 13 mandados de prisão de policiais civis das cidades de Campinas e São Paulo apontaram que um dos principais criminosos do estado de São Paulo – Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, continua no comando do tráfico na região de Campinas mesmo preso na penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça flagraram ordens de Andinho para ataques a policiais e distribuição de drogas no bairro São Fernando. De acordo com o Ministério Público, os policiais civis cobravam uma anuidade entre R$ 200 mil e R$ 300 mil dos traficantes da região de Campinas que trabalhavam para Andinho para não serem presos, além de uma mensalidade cujo valor ainda não foi divulgado.

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