Após a retirada dos manifestantes do plenário da Câmara dos Vereadores de Campinas, a quinta-feira (08/08) foi de trabalho para os funcionários da Casa. No local, paredes foram pichadas, móveis e equipamentos foram quebrados e revirados e a tribuna e a mesa da presidência ficaram riscados. Os estragos foram feitos durante a ocupação do espaço que durou quase quatro horas entre a noite de quarta e a madrugada desta quinta, quando mais de 100 pessoas entraram no prédio. A intenção era passar a noite no local. O grupo, além de passe livre no transporte, reivindica a instalação da CPI do Transporte e pede a saída do secretário da pasta, Sérgio Benassi.
A Tropa de Choque foi chamada, chegou a negociar a saída dos manifestantes, mas decidiu realizar à força a retirada de 120 pessoas. Elas foram ouvidas em distritos policiais e em seguida, liberadas. Segundo o presidente da Câmara , Campos Filho, os responsáveis pelos atos serão procurados pela Casa. Para o político do DEM, os autores dos estragos são bandidos. Além da mobília, usada principalmente para tentar impedir a entrada da polícia no local, houve danos também nos equipamentos de som, já que cabos, microfones e caixas de som foram retirados.
De acordo com o chefe de Setor de Atividades Complementares da Câmara, responsável pelo trabalho de limpeza e manutenção, Sidnei Vieira, entre as peças de madeira que sofreram estragos, está uma peça histórica que faz parte da tribuna. Ao todo, dez funcionários da Câmara Municipal fizeram o trabalho de manutenção e limpeza no local. Até o fechamento desta reportagem, não havia balanço oficial sobre os prejuízos.
