O congestionamento nas estradas e avenidas de Campinas causado pela paralisação do transporte público irritou os motoristas na manhã dessa sexta-feira. O tráfego quase parou em duas das principais avenidas de acesso à cidade, Lix da Cunha e Prestes Maia, causando reflexo em vários pontos da cidade. Na Avenida João Jorge, os motoristas estacionaram dezenas de coletivos no corredor de ônibus, interrompendo totalmente o tráfego dos ônibus, com reflexo em várias vias em torno do Viaduto Cury. A empresária Gilda Volga, de Sumaré, ficou parada na Estrada dos Amarais. O vendedor, Julio Cesar Silveira estava preocupado com o atraso no emprego. A recepcionista, Francieli Marçal, vinha de Hortolândia e falou com a reportagem quando estava parada na Av. Doutor Alberto Sarmento. O Comércio também foi prejudicado. O gerente de um autocenter na Avenida João Jorge, Marcelo Roberto Silveira, contabilizou prejuízos financeiros. A vendedora desse estabelecimento Andrea Chiesa perdeu vendas e tempo. Muitos ficaram à beira de um ataque de nervos e desabafaram. Mas, apesar do caos no trânsito, uma parte dos motoristas apoiou o protesto. Como o agricultor Isaac dos Santos. O reflexo no sentido capital da Rodovia Anhanguera foi de cerca de 10 km de lentidão no horário de pico pela manhã.
